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Uso de produtos Wakogel em Cromatografia Líquida de Fase Inversa

22nd September 2016

Wakogel em Cromatografia Líquida de Fase InversaA cromatografia líquida é uma técnica usada para separar compostos químicos mediante o uso de um suporte sólido onde se impregna a amostra, conhecido como fase estacionária, e que é diluído com um dissolvente líquido, denominado fase móvel. Existem diversas situações nas quais se pode aplicar esta técnica: A cromatografia de papel, quando a fase estacionária é um papel; a cromatografia de capa fina, conhecida como TLC devido às suas siglas em inglês (Thin Layer Chromatography), na qual a fase estacionária é fixada sobre uma placa metálica ou de vidro e posteriormente diluída com um dissolvente apropriado; e a cromatografia de coluna. A cromatografia de coluna, por sua vez, pode ser realizada sob diferentes condições e é um dos métodos mais utilizados pelos investigadores nas separações de compostos químicos.

A cromatografia de coluna pode ser levada a cabo sob pressão atmosférica ou com pressões mais altas, situações nas quais se utiliza uma fase estacionária com tamanho de partícula muito pequeno, daí a necessidade de aplicar uma determinada pressão para que o diluente passe a uma velocidade adequada pela fase estacionária. Dependendo do tipo de sílica usada na coluna e das necessidades do investigador, pode-se aplicar uma pressão moderada usando uma bomba de vácuo, método denominado cromatografia flash, ou a uma pressão ainda maior. Esta última técnica é a conhecida popularmente por HPLC, do nome em inglês "High Performance Liquid Chromatography” ou cromatografia de alta pressão, que se trata de cromatografia líquida de alta resolução, pois quanto menor o tamanho de partícula na fase estacionária, maior separação dos componentes de uma amostra se obtém. Também as cromatografias são classificadas segundo o tipo de interacção que exista entre a fase estacionária e os analitos, tendo assim:

  • A cromatografia de intercâmbio iónico: Na qual a fase estacionária está carregada com iões que trocam com iões da mesma carga eléctrica, estes suportes denominam-se resinas de intercâmbio iónico e são muito úteis por exemplo na purificação de complexos metálicos
  • A cromatografia de absorção: Utiliza-se um sólido absorvente como fase estacionária de onde são desorvidos os compostos com a fase móvel.
  • A cromatografia de exclusão por tamanho baseia-se no uso de uma fase estacionária com um tamanho de poro bem definido, a mistura a ser separada é composta por moléculas em que a diferença de tamanho é considerável, por exemplo uma proteína e reagentes usados numa reacção química de derivação desta proteína, nestes casos as moléculas de menor tamanho cabem nos poros e diluem-se com menor facilidade que as moléculas grandes.
  • A cromatografia de partição ou repartição: É a técnica cromatográfica mais comum e caracteriza-se pela utilização de sólidos ativados como fase estacionária, que podem ser sílica ou alumínio previamente unidos a moléculas que provocam a sua polarização. A cromatografia de repartição é realizada impregnando o suporte com a fase móvel e posteriormente acrescentando a amostra. Quando a coluna é diluída, os componentes da mistura separam-se segundo a sua polaridade. Na maioria dos casos utiliza-se uma fase estacionária de alta polaridade que é diluída com um dissolvente de baixa polaridade, pelo que as moléculas mais polares ficarão mais facilmente retidas no suporte e as menos polares são as primeiras a ser diluídas da coluna. Esta modalidade é conhecida como cromatografia líquida de fase normal. Nos casos em que se utiliza como fase estacionária um sólido unido a moléculas pouco polares inverte-se a polaridade e então é usado como diluente um liquido polar, como por exemplo a água. Este tipo de cromatografia denomina-se de fase inversa ou reversa (dado o termo inglês "reversed").

A cromatografia de base inversa é muito útil quando é necessário purificar um composto de polaridade elevada, dado conseguir-se dissolvê-lo com um melhor rendimento e maior pureza do que caso seja usada a cromatrografia de fase normal, pois na maioria dos casos o que faz é reter o composto no suporte e dificultar a sua separação ou purificação. Ao ser um método menos utilizado, em muitas ocasiões é difícil para os investigadores encontrar os materiais adequados para realizar cromatografias líquidas de fase inversa. Para esse efeito Wako possui a linha de produtos Wakogel® que iremos comentar de seguida. Esta linha de produtos é constituída por vários tipos de sílica activadas com agentes sililantes hidrofóbicos para que possam ser utilizadas como fase estacionária em cromatografias de fase inversa.

Os produtos da Série Wakogel® B são géis de sílice para estender sobre as placas de TLC, caracterizados por conter o radical octadecilo unido à sílica.

A série Wakogel® LP é chamada desta forma por se tratar de sílicas apropriadas para colunas de baixa pressão (LP: low pressure), estes produtos contêm partículas que vão desde os 10 até aos 60μm.

A série Wakogel® C é formada por sílicas com um maior leque de tamanho de partículas desde os 5 até aos 425μm e são aptas para serem utilizadas em colunas abertas, de baixa pressão e em cromatografia flash. Para esta última técnica estão disponíveis também as sílicas da série Wakogel® FC, específicas para ser utilizadas neste tipo de colunas e onde se destaca a Wakogel® FC-40FM, que contém uma mistura de moléculas fluorescentes.

Por outro lado a série Wakogel® C18 caracteriza-se por conter partículas unidas a cadeias de 18 carbonos que podem ser activadas posteriormente com ácidos, aminas ou outras substâncias, conforme seja preciso para uma boa separação dos analitos. Estas silices também são aptas para cromatografia flash.

A série Wakogel® Q é desenhada para separar, analisar e purificar os produtos petroquímicos. Estas são algumas das muitas sílicas que os investigadores podem encontrar nos catálogos da empresa Wako.

Contacte-nos caso esteja interessado em alguns dos reagentes de laboratório de química mencionado neste artigo.

Bibliografia:

1) K. Helrich (Editor). Official Methods of the Association of Official Analytical Chemistry (AOAC Official Methods of Analysis), 15 th. Ed., Vol. 2, (1990).

2) Dong, M.W., Modern HPLC for Practicing Scientists. John Wiley and Sons, New York, 2006.

ALGUNS REAGENTES PARA LABORATÓRIO:

Bambanker™ Coelho Anti IBA-1
Agosterol A Bambanker™ Coelho Anti IBA-1

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Por: Lisa Komski Em: Produtos Wako