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Imunologia. Parte 2: Biomarcadores moleculares

30th June 2017

Biomarcadores moleculares para a pesquisaPode ser encontrada na literatura diversas definições precisas para o termo "biomarcador". Entre elas, a Organização Mundial de saúde, no seu relatório sobre a validade dos biomarcadores na avaliação de risco ambiental, os declara como "... quase qualquer medida que reflita uma interação entre um sistema biológico e um perigo potencial, que pode ser químico, físico ou biológico. A resposta medida pode ser funcional e fisiológica, bioquímica a nível celular, ou uma interação molecular... e também está associada com a probabilidade do desenvolvimento de uma doença." Dito isto, exemplos dos mais renomados biomarcadores são a pressão arterial, o colesterol (ambos como medidas do estado cardiovascular) e a glicemia como indicador de diabetes mellitus.

O uso de biomarcadores moleculares na prática clínica e na pesquisa apresenta um crescimento exponencial. Os pesquisadores fornecem um especial interesse neles como uma ferramenta essencial para a predição, diagnóstico e tratamento de doenças.

A gama de aplicações é infinita. Estudos sobre os biomarcadores em todas as áreas das ciências biológicas aplicadas à medicina, desde a pesquisa e medicina do sono e ritmo circadiano até câncer, passando pelas doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, imunológicas e de origem microbiana. Vários exemplos podem ser mencionados: a Fibronectina celular (Fn-c) como um marcador de dano endotelial e transformação hemorrágica na isquemia cerebral; na detecção de neurotoxicidade, inibindo a acetilcolinesterase (AChE) por pesticidas anticolinesterásicos; marcadores de inflamação como a Proteína C-reativa (PCR), que não só marca a arteriosclerose e o risco vascular, mas também participa na patogênese da doença e de outros marcadores de fase aguda como fibrinogênio e amiloide A sérico, e as moléculas de adesão como o fator de necrose tumoral (TNF) e a interleucina-6 (IL-6); os lipolissacarídeos são usados como biomarcadores na translocação bacteriana e entre aqueles imunológicos associados às células T, as células T CXCR5+ mediam a imunidade protetora contra a tuberculose.

Os avanços genômicos e proteômicos aceleraram a compreensão dos mecanismos do sistema imunológico, bem como a biologia dos processos tumorais. Em relação ao câncer, a constatação de que os perfis de expressão de miRNA têm a capacidade de classificar com precisão os tumores, aumenta o seu potencial como biomarcadores. Ou, como no caso dos exossomos (nanovesículas extracelulares chaves na comunicação celular), cuja pesquisa os classifica como objetivos emergentes na terapia contra o câncer e o Alzheimer.

A empresa Wako constitui uma ligação primordial na busca incessante de novos biomarcadores. Ele faz isso através de uma variedade de equipamentos e reagentes para laboratório especializados, de uso exclusivo nas pesquisas, que coloca à disposição da comunidade científica.

Dentro da relação de biomarcadores, a Wako conta com a Superóxido Dismutase (Tipo Mn) (cat# 195-10291). Esta enzima (MnSOD) antioxidante essencial, localizada nas mitocôndrias, decompõe especificamente os radicais superóxido (O2 *-), protegendo a célula dos efeitos prejudiciais das espécies reativas de oxigênio e particularmente da disfunção mitocondrial. A MnSOD atua como um supressor de tumor durante os estágios iniciais e facilita a progressão nos estágios mais avançados. A compreensão do seu papel na função mitocondrial é a chave para o progresso de novas estratégias terapêuticas para o tratamento do câncer e outras doenças resultantes da disfunção mitocondrial.

DESTAQUE: Imunologia. Parte 1: Os anticorpos

A proteína marcadora olfativa (OMP) é uma proteína citoplasmática localizada nos neurônios receptores olfativos maduros de todos os vertebrados. É um modulador da via de transdução do sinal olfativo e significativo no desenvolvimento dos órgãos sensoriais olfativos. O anti-OMP da Wako [cat# 019-22291 (100uL)], é um antissoro de cabra altamente específico para neurônios olfativos maduros e seus axônios e terminais em cortes de tecidos de vertebrados. Obtido a partir de uma cabra imunizada com OMP de roedor. O antissoro é diluído 1:1 com glicerol contendo azida sódica 0,05% para facilitar seu carreamento.

Entre os kits de reagentes para o teste simultâneo de amostras estão o ALP LabAssay™ [cat# 291-58601 (determinação da fosfatase alcalina usando p-nitrofenilfosfato como substrato)]; Creatinina LabAssay™ [cat# 290-65901 (determinação quantitativa de creatinina no soro de camundongo ou urina baseada no método in vitro colorimétrico de Jaffe)]; Glicose LabAssay™ [cat# 298-65701, (determinação de glicose no soro, plasma ou urina de camundongo pelo método enzimático)] e Triglicerídeos LabAssay™ [cat# 290-63701 (determinação quantitativa de triglicérides no soro de camundongo pelo método enzimático com sal sódico N-etil-N(2-hidroxi-3-sulfopropil)-3,5-dimetoxianilina)].

Mas a amplitude do catálogo da Empresa Wako não está restrita às moléculas; sua diversidade abrange equipamentos úteis para a detecção e/ou determinação destas. Tal é o caso, por exemplo, do Equipamento DNA Extractor TIS (cat# 296-67701) para a extração de DNA a partir de tecido parenquimatoso humano e animal na análise do marcador de estresse oxidativo 8-OHdG (8-hidroxi-2' -desoxiguanosina). Seu procedimento é baseado no iodeto de sódio, permitindo a extração segura (sem fenol/clorofórmio) e causando menos oxidação do DNA.

Bibliografia:

1) Rodewald, D. G. (2016). Distribution of olfactory marker protein in the rat vomeronasal organ. Journal of Chemical Neuroanatomy, 77(Noviembre), 19-23.

2) Aaron K. Holley, D. K. (2016). Manganese Superoxide Dismutase (MnSOD) and Its Importance in Mitochondrial Function and Cancer. En I. Batinić-Haberle, J. S. Rebouças, & I. Spasojević, Redox-Active Therapeutics (págs. 11-50). Switzerland: Springer International Publishing.

3) Baldisseri DM, M. J. (2002). Olfactory marker protein (OMP) exhibits a beta-clam fold in solution: implications for target peptide interaction and olfactory signal transduction. Journal of Molecular Biology, 319(3), 823-837.

4) Casadei, L., Creighton, C., Batte, K., Chelouche-Lev, D., Croce, C., & Pollock, R. (2016). Circulating exosomal miRNAs as potential biomarker in liposarcoma. 107th Annual Meeting of the American Association for Cancer Research. 76(14 suppl): Abstract 966. New Orleans: LA. Philadelphia (PA): AACR.

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6) Dijk, D. (2016). Biomarkers, old and new: for sleep, sleepiness, circadian phase and much more…. . Journal of Sleep Research, 25(3), 255–256.

7) Hamlett, E., Goetzl, E., Ledreux, A., Vasilevko, V., Boger, H., LaRosa, A., y otros. (Disponível online em 15 de outubro de 2016). Neuronal exosomes reveal Alzheimer's disease biomarkers in Down syndrome. Alzheimer's & Dementia.

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10) Organização Mundial da Saúde. (1993). Biomarkers and Risk Assessment: Concepts and Principles. Acessado em 20 de fevereiro de 2017, de IPSC INCHEM.

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12) SS., A. (2011). Biomarcadores para la evaluación de riesgo en la salud humana. Rev. Fac. Nac. Salud Pública, 30(1), 75-82.

ALGUNS REAGENTES PARA IMUNOLOGIA

Anti-AGO2 humana Anti-α-sinucleína fosforilada Anti-AGO2 de camundongo
Anti-AGO2 humana Anti-α-sinucleína fosforilada Anti-AGO2 de camundongo

Por: Adriana Clegg Em: Produtos Wako