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Regentes químicos usados nos estudos de estimulantes anfetamínicos

21st October 2016

Reagentes Químicos para a Análise de Anfetaminas Dentro dos compostos classificados como anfetaminas incluem-se algumas das drogas de abuso mais comuns, como a anfetamina, o MDMA e a metanfetamina. As anfetaminas são uma família de substâncias que se caracterizam pelo seu efeito excitatório nos humanos, devido à sua acção nos transportadores de neurotransmissores, especialmente de dopamina, e no transportador vesicular de monoaminas.1a Após os efeitos agradáveis provocados pelas anfetaminas, as pessoas descrevem sensação de maior cansaço que o habitual, fadiga e até ansiedade. A sobredosagem de anfetaminas acarreta graves perigos para a saúde humana e o seu consumo habitual provoca efeitos neurotóxicos a curto e longo prazo.2a

Desde que os efeitos das anfetaminas nos humanos foram descobertos, estas começaram a ser prescritas por médicos com fins terapêuticos. Os investigadores de ramos associados às neurociências e à indústria farmacêutica investigaram os derivados da anfetamina e metanfetamina durante décadas. Devido aos efeitos excitatórios provocados pelas anfetaminas, o consumo destes compostos é proibido em determinadas circunstâncias, como na prática de desportos. Por esta razão e para controlar o abuso de drogas presente em parte da população, requer-se o desenvolvimento de métodos de análise cada vez mais precisos para a determinação destes compostos psicoativos.

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A análise destes compostos realiza-se mediante diferentes técnicas analíticas. Podemos afirmar que a cromatografia e a espectrometria de massas são os métodos de rotina nestas análises. Contudo, dependendo do tipo de amostra e da sensibilidade que se pretenda, utilizam-se métodos imunoquímicos ou a cromatografia líquida, entre outros.3a As matrizes das quais se obtêm amostras para a detecção de estimulantes anfetamínicos são muito diversas: Fluídos, como amostras de urina, saliva ou sangue, cabelo ou outras amostras das quais é necessário extrair os compostos de interesse para posteriormente determinar a sua presença de forma qualitativa ou quantitativa. Em muitas ocasiões, antes de proceder à análise é necessário sintetizar um derivado mais estável da molécula de anfetamina para que mantenha todas as suas propriedades durante o ensaio.

Um dos reagentes químicos que a empresa Wako comercializa para a análise de anfetaminas é o MTPA-pirazol. Este composto permite a derivatização dos isómeros ópticos da anfetamina e das metanfetaminas nas colunas dos equipamentos de cromatografia de gases. Os derivados dos enantiómeros de anfetamina e metanfetamina podem assim ser separados e analisados, evitando as colunas quirais de pré-tratamento, alternativa usada para a detecção de enantiómeros. A reacção de derivatização da anfetamina (ou da metanfetamina) com o MTPA-pirazol consiste numa transmidação, que tem como produtos a amida formada pelo MTPA e a anfetamina mais o pirazol. O reagente, MTPA-pirazol, injecta-se na coluna antes da injecção da amostra.

A Wako também conta com o péptido CART 55-102 de origem humana e de ratazanas (CART - Cocaine and Amphetamine Regulated Transcript). Este péptido funciona como um neurotransmissor do sistema nervoso central e do sistema nervoso periférico4a e é utilizado para investigar tanto os efeitos psicotrópicos das anfetaminas como o metabolismo das mesmas. As células imunoreactivas ao péptido CART foram encontradas no núcleo do hipotálamo e também na medula, pelo que este péptido pode estar relacionado com funções cardio-vasculares. Também foi identificado aumentos nas concentrações plasmáticas de glicose, oxitocina e corticosterona posteriores à injecção pela via intravenosa de CART em modelos animais. Graças ao facto de que os investigadores terem acesso a reagentes como o péptido CART pode-se obter avanços no conhecimentos sobre estes vícios, que permitem o tratamento e prevenção deste mal que afecta a cada dia um maior número de jovens.

Bibliografia:

1. Cami, J., Farré, M., N. Engl. J. Med., 349, 975-986 (2003).

2. Wan F.J., et al., Neuropharmacology, 39, 419-426 (2000).

3. Wood M, De Boeck G, Samyn N, Morris M, Cooper DP, Maes RA, De Bruijn EA., Anal Toxicol (2003) 27:78-87.

4. Kuhar MJ, Adams LD, Hunter RG, Vechia SD, Smith Y., Regul. Pept., 89:1– 6, (2000).

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Por: Lisa Komski Em: Produtos Wako