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4 reagentes de uso em laboratórios de culturas celulares

19th October 2017

4 reagentes de uso em laboratórios de culturas celularesA história da descoberta das menores partes que formam todos os organismos está cheia de grandes cientistas e estreitamente vinculada ao aperfeiçoamento dos microscópios e, portanto, da tecnologia. Embora não foi propriamente o objetivo de observar os organismos vivos, que levou à fabricação das lentes e microscópios; foi graças a estes que Robert Hooke, em 1664, descreveu a primeira evidência da existência da célula, A. van Leeuwenhoek identificou vários tipos celulares e foi desenvolvida a Teoria Celular a partir de 1820 na França e na Alemanha.

Nos últimos anos do século XIX, começa a cultura de células como um método para estudar o comportamento destas e como continuação das técnicas de embriologia. Atualmente entende-se como cultura celular o conjunto de técnicas que permitem a manutenção das células 'in vitro', mantendo ao máximo as suas propriedades fisiológicas, bioquímicas e genéticas. São diferenciadas 4 tipos de culturas celulares: cultura de órgãos, explantes primários, culturas histotípicas e organotípicas, e cultura celular primária. Esta última é a mais utilizada.

As culturas celulares são utilizadas nas pesquisas de ciências básicas e de ciências aplicadas. Por exemplo, nas pesquisas básicas, permitem estudar fenômenos complexos como a atividade intracelular e interações celulares, o fluxo intracelular de biomoléculas, genômica e proteômica ou ecologia celular. Na pesquisa aplicada, pode ser usada em áreas como a Biotecnologia, Farmacologia, Virologia, Imunologia, Engenharia de tecidos, Toxicologia, entre outras.

Entre as vantagens da utilização das culturas celulares, destacam-se o controle preciso das condições do meio de cultura, a caracterização e a homogeneidade da amostra, facilitando o tratamento estatístico dos resultados, a economia do método e, claro, do ponto de vista ético, evita-se o sacrifício de dezenas ou centenas de animais experimentais. Contudo, nem tudo que reluz é ouro. A cultura de células tem fortes desvantagens, como a alta sensibilidade da técnica, a sua instabilidade, o fenômeno de desdiferenciação, o alto custo de escala e a validação do modelo “in vitro”. Entretanto, existem pesquisas que não podem ser realizadas sem a cultura celular, por exemplo, o trabalho com animais transgênicos.

Hoje, um dos avanços mais notáveis da técnica de cultura celular foi alcançado quando se reprogramaram células adultas em células pluripotentes induzidas (iPS), alcançado por Takahashi e Yamanaka, em 2006. Além disso, é justo mencionar os avanços alcançados na melhoria dos meios de cultura, que são o fator-chave no sucesso da cultura celular in vitro. Avanços como a definição dos componentes essenciais por Eagle, os meios livres de soro de Ham, ou as soluções balanceadas (SSB), conhecidas como meios de manutenção.

Hoje em dia, são numerosos os reagentes utilizados na cultura de células, assim como as empresas que os fabricam e comercializam. A empresa Wako Chemicals, distribuidora de reagentes para pesquisa, possui vários reagentes para a pesquisa em culturas celulares. Entre eles, podemos destacar os seguintes:

Meio para Congelamento de células hiPSCs StemSure®

StemSure® é um meio, livre de soro, para a criopreservação de células-tronco pluripotentes induzidas humanas (iPS) e outras células animais, que contém 10% de DMSO (Dimetilsulfóxido) e sem nenhum tipo de componente animal.

Dicamba

Este produto é um herbicida seletivo, pertencente à família do ácido benzoico. É semelhante em estrutura e modo de ação aos herbicidas tipo fenoxi e como eles imitam as auxinas, um tipo de hormônio vegetal, causando um crescimento anormal ao afetar a divisão celular. Ele pode ser selecionado como agente para a expressão do gene DMO Ácido 3,6-dicloro-o-anísico. Dicamba também inibe uma enzima que é encontrada no sistema nervoso da maioria dos animais, a acetilcolinesterase.

Sericina Pura

A Sericina, uma proteína derivada do bicho da seda, é usada como um suplemento na cultura de células de mamíferos, como uma alternativa ao uso do Soro Fetal Bovino (SFB). O SFB mostra deficiências nas culturas de células como, por exemplo, baixa consistência entre os lotes, riscos de contaminação e custos elevados. Por outro lado, um meio de cultura enriquecido com 0,1%m/v de Sericina tem sido relatado para estimular a proliferação celular e suprimir a morte celular. Além disso, quando 1%m/v de Sericina e DMSO são adicionados a um meio, este pode ser usado como um meio de congelamento livre de soro.

Conjunto A de 5 Reguladores de Crescimento

O Conjunto A é projetado para o suplemento de meios de cultura de células vegetais. É composto pelos fitohormônios: ácido indoleacético, ácido indol-3-butírico, ácido 1-naftalenacético, ácido 2,4-diclorofenoxiacético e benzilaminopurina, que atuam na regulação do crescimento celular, promovendo a divisão e a diferenciação celular. Estas substâncias são amplamente conhecidas e utilizadas em inúmeros produtos comerciais como agentes de enraizamento e herbicidas.

Bibliografia

1) Liu, L., Wang, J., Duan, S., Chen, L., Xiang, H., Dong, Y., e outros. (2016). Systematic evaluation of sericin protein as a substitute for fetal bovine serum in cell culture. Scientific reports, 6, 31516.

2) Parra, M. (s.f.). Epigenética de la transdiferenciación y reprogramación celular. Obtido da Sociedade Espanhola de Bioquímica e Biologia Molecular: http://www.sebbm.es.

3) Universidade do País Basco. (s.f.). Introducción al cultivo celular. Obtido em 26 de setembro de 2017, da Universidade do País Basco: http://www.ehu.eus/biofisica/pdf/cultivo_celular.pdf

OUTROS REAGENTES PARA LABORATÓRIO:

Padrão de geosmina VA一044 Lisil endopeptidase
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Por: Adriana Clegg Em: Produtos Wako