10 corantes utilizados nos laboratórios de química

21st January 2016

10 corantes utilizados nos laboratórios de QuímicaA natureza química dos reagentes coloridos é muito variada, assim como as aplicações destes reagentes nos laboratórios de química. Neste artigo comentaremos a utilidade de 10 corantes diferentes nas pesquisas químicas.

1. Cloruro de cianidina (Cyanidin Chloride)

O cloruro de cianidina pertence às antocianidinas, pigmentos de origem vegetal, muito usados como corantes e por suas propriedades antioxidantes. A cianidina em forma de cloruro vermelho é um elemento sólido de cor vermelha, que em solução muda de cor com o pH, pois dependendo do grau de prolongação da molécula a conformação que prevalece no equilíbrio é diferente. Estes compostos apresentam um anel de benzopirilio substituído por um ou vários hidroxilos, no caso da cianidina, o anel tem somente um hidroxilo, que pode estar ou não desprotonado e apresenta um equilíbrio de tipo ceto-enólico. Este seria o primeiro passo do equilíbrio entre o pH ácido e o básico, quando o cloruro de cianida se encontra em um meio mais básico, o anel de benzopirilio se abre, adotando a estrutura de chalcona e muda novamente a cor, neste caso a azul, embora outros corantes desta família de pH alto formem chalconas incolores.

2. Faloidina conjugada com Carbocianina Dye 547

A faloidina é um composto natural produzido por um fungo da família dos Amanita, que age como ponte de união entre os filamentos de actina. A faloidina pode se ligar a outros tecidos, uma vez isolada, e neste caso, a Wako a vende conjugada com uma carbocianina. Este corante, como outros compostos cromogênicos e fluorogênicos se conjuga com a faloidina para realizar experimentos biológicos. O uso destes conjugados permite se obter imagens de grande qualidade com as zonas que se pretende estudar colorizadas, o que se distingue do resto do tecido onde irá se realizar o ensaio.

3. Rodamina B

A rodamina B é um dos corantes mais utilizados nos laboratórios de química e em ensaios biológicos. Além de apresentar uma banda de absorção muito intensa sobre os 520nm, é fluorescente, com alta eficiência quântica de fluorescência. Entre os usos mais frequentes deste corante está o tingimento de tecidos, tanto como marcador de um processo como para usar as amostras em microscópio. Os derivados de rodamina têm ampla utilidade como sensores químicos, pelo fato de que a molécula muda a conformação, e, portanto, a cor, ao unir-se a outras espécies, e estas mudanças são utilizadas como sinalizadores do processo de união. Além disso, nas técnicas espectroscópicas, as rodaminas estão entre os corantes mais utilizados quando se necessita de um composto vermelho ou violeta. Outras rodaminas que a Wako comercializa são a rodamina 123 e a rodamina 6G.

4. Verde de bromocresol

O verde de bromocresol é um corante que tem sido utilizado como indicador de pH em muitos ensaios biológicos no decorrer do tempo. Um dos ensaios mais conhecidos que são feitos com este composto é a determinação de albumina pelo método do verde de bromocresol. Este corante pertence ao grupo de triarilmetínicos, e suas mudanças de cor com o pH se devem à desprotonação e protonação dos grupos hidroxilos que se encontram em dois dos anéis da molécula.

5. Vermelho de metilo

O vermelho de metilo é outro dos corantes usados comumente como indicador de processos ácido-base, já que possui uma mudança acentuada de cor amarela a vermelho quando o pH diminui. Esta propriedade serve como base do ensaio vermelho de metilo mediante o qual podem ser classificados alguns gêneros de bactérias pelo tipo de fermentação que apresentam, uma solução de vermelho de metilo com pH fisiológico muda de amarelo a vermelho quando a fermentação da glicose é ácida. Este corante é um azo composto, o ácido dimetilamino-4-fenilazo-2 benzoico, e tem sido utilizado amplamente na indústria para a obtenção de novos materiais, como polímeros e cristais líquidos que mudam de cor em determinadas condições. Na Wako pode-se comprar o vermelho de metilo tanto como o sal de sódio como a solução etanoica.

6. 3',3'',5',5''-Tetrabromofenolftaleína

A tetrabromofenolftaleína, conhecida como TBPP, é um corante da família das fenolftaleínas, mas com suas características próprias. Seu equilíbrio de dissociação ácida inclui a formação de um anel de lactona e a precipitação deste composto de dissoluções aquosas, e embora a precipitação seja um processo reversível deve-se levá-lo em consideração para o desenvolvimento de aplicações com esta molécula. O éster etílico deste corante também possui um grande número de aplicações em ensaios de microbiologia e pesquisas químicas.

7. Laca dye (Corante do verme da laca)

O corante natural 25, conhecido como corante da laca, é extraído da resina que o verme da laca produz. Sua cor vermelha brilhante faz com que seja um corante muito apreciado para a produção de tintas, assim como em cosmética. O corante da laca se usa tanto em pinturas com base aquosa como em pinturas a óleo e verniz. Este composto também pode ser útil para tingir tecidos, e em processos que têm sido objeto de pesquisa para melhorar as técnicas tradicionais, por exemplo, com o uso de ultrassom.

8. Zeaxantina

A zeaxantina é outro corante natural, neste caso, da família dos carotenoides, que se caracteriza por sua banda de absorção na região do ultravioleta, que tem sido estudado como fotoprotetor. É um dos pigmentos de cor amarela com maior presença na natureza, tanto no reino vegetal, como em diversos micro-organismos. A zeaxantina se usa principalmente como corante alimentar e como suplemento dietético, apesar que ainda não existem evidências dos benefícios para a saúde quando esses carotenos são ingeridos em forma de suplementos.

9. Índigo

O índigo é um pigmento natural de cor azul que se conhece há muitos anos e se popularizou ao começar a ser utilizado para fazer os jeans. Atualmente, se usa o corante sintético, pois desde o século passado se conseguiu otimizar a síntese da molécula. A molécula que se conhece como índigo é a (2E)-2-(3-oxo-1,3-dihidro-2H-indol-2-iliden)-1,2-dihidro-3H-indol-3-on, cuja absorção identifica uma das cores características do espectro, o índigo.

10. Verde de Naftol B

O verde de naftol B é um corante do tipo nitroso. Neste caso, tem uma estrutura análoga ao verde de naftol Y, mas os sulfonatos se encontram em forma de sal de sódio. Estes corantes são complexos de ferro (III), onde o oxigênio do naftol e o oxigênio do grupo nitroso, em posição meta, se coordenam ao átomo de metal. A cor deste tipo de compostos é dada pela banda de transferência de carga metal-ligante. Entre as aplicações deste corante, se encontra a dopagem de superfícies metálicas, que está sendo investigado em profundidade nas últimas décadas pela importância destes materiais para o desenvolvimento dos diversos dispositivos tecnológicos.

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REAGENTES PARA LABORATÓRIOS DE PESQUISA

Vetor de expressão de proteínas fluorescentes básicas Evrogen Anti-soro de cabra contra a proteína marcadora olfativa Anti- α-sinucleína fosforilada, Anticorpo Monoclonal (50 µL)
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Por: Lisa Komski Em: Produtos Wako